terça-feira, 25 de setembro de 2012

Lipídios


            São substâncias caracterizadas pela baixa solubilidade em água e outros solvente polares e alta solubilidade em solventes apolares. São vulgarmente conhecidos como gorduras e suas propriedades físicas estão relacionadas com a natureza hidrófoba das suas estruturas, sendo todos sintetizados a partir da acetil-CoA.
            Na verdade, todas a relevância do metabolismo lipídico advém desta característica hidrófoba das moléculas, que não é uma desvantagem biológica (mesmo o corpo possuindo cerca de 60% de água). Justamente por serem insolúveis, os lipídios são fundamentais para estabelecer uma interface entre o meio intracelular e o extracelular, francamente hidrófilos.
            Todos os seres vivos possuem a capacidade de sintetizar os lipídios, existindo, entretanto, alguns lipídios que são sintetizados unicamente pelos vegetais, como é o caso das vitaminas lipossolúveise dos ácidos graxos essenciais.

        CLASSIFICAÇÃO
            Muitas classificações são propostas dependendo do ponto de vista, se químico ou biológico. Desta forma, encontra-se na literatura especializada, várias formas de organizar os lipídios de acordo com a abordagem, o que pode complicar a compreensão do assunto.  Entretanto, todas as classificações propostas baseiam-se em características comuns às diversas moléculas de lipídios existentes na natureza, sendo apenas uma forma didática de agrupá-las. Assim sendo, vamos agrupar os lipídios em dois grandes grupos para melhor entendê-los: aqueles que possuem ÁCIDOS GRAXOS em sua composição e aqueles que não possuem. 


FONTE: EDMS – Trabalhos Escolares, Educação & Diversão (ANO 2000 - 2003)

Paradoxo dos Gêmeos



         O paradoxo dos gêmeos é um problema de relatividade geral que intriga os cientistas e pessoas comuns, pois ele nos obriga a ver o espaço e o tempo de uma forma diferente da que fomos acostumados a vê-los. Vamos supor que existam dois gêmeos idênticos, Paulo e Pedro. Ao completarem 20 anos, Paulo viaja para um planeta X que dista 10 anos-luz da Terra. Inicialmente vamos definir o que é um ano-luz. Diferentemente do que se acha, o ano-luz não é uma unidade de tempo, mas sim uma unidade de espaço equivalente à distância percorrida pela luz no intervalo de um ano.  Desta forma, vemos que, para alcançar este planeta, temos que viajar em uma nave espacial à velocidade da luz durante 10 anos. Vamos considerar agora um referencial inercial R em que ambos o planeta Terra e o planeta X estejam em repouso e separados pela distância Temos também os referenciais R' e R'', que representam respectivamente o referencial de Paulo durante sua viagem de ida para X e a viagem de volta para a Terra. Vamos supor que a aceleraçãode Paulo seja muito grande e ele adquira uma velocidade u próxima à velocidade da luz muito rapidamente, viajando durante dez anos em direção ao planeta X. Ao chegar ao planeta X, ele decide rapidamente voltar à Terra e novamente adquire uma velocidade u agora em direção à Terra. Considerando que u=0,8c, temos:
        Considerando o referencial de Pedro, Paulo viajou durante 10 anos-luz/0,8c=12,5 anos, e como a viagem de volta também levou 12,5 anos, Pedro estará 25 anos mais velho. No referencial de Paulo, no entanto, o espaço está contraído e o tempo dilatado, logo o tempo de viagem no referencial de Paulo é:
        Portanto, Paulo estará apenas 15 anos mais velho. Temos então uma diferença de 10 anos entre os dois irmãos gêmeos. O paradoxo aparece quando nos perguntamos: se considerarmos que Paulo está no referencial em repouso, ele percebe Pedro movendo-se à velocidade da luz, então por que Pedro não está mais jovem? O problema está no entendimento do processo que ocorre durante a aceleração de Paulo na saída da Terra, na chegada em X, na saída de X e na chegada à Terra. Vamos imaginar que um relógio no planeta X esteja sincronizado com o relógio de Pedro. Isto significa que, no meio do caminho entre os dois planetas, um observador vê a mesma hora no planeta X e na Terra. No referencial de Paulo, no entanto, a assincronia destes relógios é dada por uma diferença igual a  No instante em que Paulo se aproxima do planeta X, ele percebe que o relógio de X está adiantado No instante em que Paulo pára no planeta X para mudar sua direção, ele está no referencial R, onde os relógios estão sincronizados. Neste instante, o relógio de Pedro adiantou 8 anos, dando a impressão a Paulo que seu irmão envelheceu 8 anos. Somando 3/5 7,5 anos, obtemos o envelhecimento total de 12,5 anos. Considerando os mesmos fatores para a volta, teremos um envelhecimento total de 25 anos. Apesar de este experimento não poder ser realizado devido à impossibilidade de alcançarmos uma velocidadepróxima à da luz, partículas cósmicas como os múonsreproduzem este efeito quando apresentam um tempo de vida maior do que o esperado, quando se movem em velocidades muito altas. Nestes casos, o tempo de vida da partícula é o mesmo, porém seu tempo e espaço estão deformados e, portanto, em nosso referencial, medimos tempos de vida maiores para estas partículas. Efeitos similares são obtidos em aceleradores de partículas, em grandes centros de pesquisa.


Outras Observações
        A elevada precisão dos relógios atômicos permitiu testar uma das conclusões mais espetaculares da teoria da relatividade restrita DOP observadores em movimento, um em relação ao outro, não tem a mesma escala de tempo. Assim, para um observador parecerá que o ritmo normal de um relógio em movimento uniforme, com a velocidade v, será mais lento, pois desse modo irá cronometrar o seu deslocamento como se o relógio estivesse imóvel A diferença C totalmente imperceptível para as velocidades a que estamos habituados. No entanto, ela se tornará cada vez mais sensível à medida que a velocidade se aproxima da velocidade da luz. Por exemplo, para uma velocidade de 240.000 km/h, ou seja, 80% da velocidade da luz, o ritmo aparente d de 5/3, ou seja, 1,6666 vez mais lento. Para 99% da velocidade da luz, o fator de desaceleração será de cerca de 7. Para 100% da velocidade da luz - limite inacessível -, este fator será infinito: o relógio em movimento parecerá indicar sempre a mesma hora
        Para ilustrar esse fenômeno da dilatação do tempo, o físico francês Paul Langevin (1872-1946) por ocasião de uma conferência, em 1911, associou o fenômeno à viagem de doa gêmeos. Desde então, esta conclusão da teoria da relatividade passou a ser denominada paradoxo dos gêmeos. Imaginemos dois gêmeos: um deles permanece na Terra enquanto o outro realiza um vôo de ida e volta a grande velocidade (cerca de 240.000 km/s, para fixarmos as idéias) em direção a uma estrela situada a distância de 4 anos luz.
         Visto da Terra, o percurso de ida e volta deverá durar dez anos. Com relação à Terra, os relógios a bordo no foguete (e em especial os relógios biológicos, como o ritmo cardíaco ou o metabolismo) sofrem em sua marcha um atraso de um fator de 5/3.
         Ao retornar, o gêmeo viajante não envelheceu 10 anos como o seu irmão, mas somente três quintos de dez, ou seja, 6 anos. Este resultado surpreendente não constitui o paradoxo.
Se raciocinássemos do ponto de vista do viajante, na realidade, quem realizou a viagem com a velocidade de 240.000 km/s foi seu irmão que ficou na Terra, e que deverá estar mais jovem no momento do encontro de ambos.
         O paradoxo C aparente, pois a situação não t simétrica: o gêmeo viajante sofreu acelerações, pelo menos para contornar seu caminho enquanto seu irmão que permaneceu na Terra não sofreu nenhuma Como o raciocínio aplicado aos gêmeos se baseia nas leis da teoria da relatividade restrita, que se limitam aos observadores em movimento retilíneo e uniforme (velocidade constante em grandeza como em direção), uns em relação aos outros, a conclusão acima exposta não se aplica aos gêmeo. Um tratamento rigoroso do problema conduziria à conclusão de que o gêmeo viqm8 envelheceu com menos rapidez. Se partisse no ano de 1994, com a idade de 20 anos ele retornaria à Terra em 2004 com 26 anos: a viagem para o futuro em princípio C possível, pelo menos a ida sem volta.
 


FONTE: 
EDMS – Trabalhos Escolares, Educação & Diversão (ANO 2000 - 2003)

PORÍFEROS - Esponjas



Poríferos - esponjas

1-Classificação:

Ainda que, sob certos aspectos, as esponjas sejam consideradas mais evoluídas que os protitas aceculares, representam, sem dúvida, o mais simples de todos os filos ou grupos animais. Este grupo pode ser reconhecido na classificação biológica como um filo do reino animal , o filo Porífera, ou como um sub-reino à parte, o Parazoa, assim denominado por serem muitos os indícios que nos fazem supor tratar-se de um grupo animal cuja linha evolutiva é cega, portanto fora do ramo principal da evolução.
2-Características Gerais:
A-Introdução:
As esponjas são classificadas como animais multicelulares inferiores, sem tecidos ou órgão especializados, de aspecto externo semelhante a certas plantas, sendo consideradas erroneamente como tal por alguns leigos.
- normalmente, vivem em colônias;
- a maioria é marinha ( poucos de água doce );
-animais invertebrados, com o corpo repleto de poros ( pequenos orifícios );
- por esses poros circula a água, de onde o animal retira seus alimentos ( algas e protozoários );
- um exemplar de tamanho de um punho fechado, filtra cerca de 2000L de água por dia;
-corpo em forma de bolsa, com: -ósculo: abertura superior para eliminação da água, substâncias desnecessárias e detritos.
- átrio: cavidade interna
-não possuem órgão especializados para digestão, respiração ou reprodução ( funções essas, desempenhadas por diferentes células );
- esqueleto formado principalmente por calcário e silício, que formam filamentos chamados espículas;
- algumas esponjas não são constituídas por espículas, mas por fibras macias chamadas espongina;
- reprodução: - a maioria é hemafrodita
-assexuada ( por brotamento )
- sexuada ( pouco freqüente )
- as esponjas raramente são comidas por outros animais pois a maioria tem esqueleto duro, solta excreções e odores desagradáveis;
-poderosa fonte de iodo para os humanos;
-tem grande poder de regeneração

B-Habitat:
As 4.000 esponjas estimadas que integram este grupo são todas aquáticas, aparecendo geralmente nas águas rasas dos mares ou em ambientes de água doce.
C-Alimentação, Respiração, Circulação, Reprodução:
A presença de poros ou aberturas na superfície do corpo é característica marcante do grupo, pelo que é freqüente a substituição do nome "esponjas" por "poríferos"
(Porífera- de porus = abertura e ferre = possuir ).
Em razão da ausência de órgãos ou tecidos especializados, as funções fisiológicas são desempenhadas independentemente pelas células. Por isso, as esponjas poderiam ser consideradas simples agregados ou amontoados de células, cuja forma e simetria são difíceis de serem definidas, ainda que exista uma pequena divisão de trabalho entre as células.
Desprovidas de partes móveis, todas as esponjas são fixas, vivendo presas quase sempre às rochas e outros substratos sólidos. Entre as células de uma esponja aparece um esqueleto interno de sustentação, constituídos por espículas calcáreas ou por fibnras orgânicas, ou ainda por ambos.
A reprodução neste grupo se faz sexuada ou assexuadamente.
A entrada e a circulação de água no interior de uma esponja representa, em última análise, o único meio significativo de aquisição de nutrientes, bem como excreção dos resíduos do catabolismo.
O alimento das esponjas é representado por organismos microscópicos do zoo e do fitoplâncton, além de partículas orgânicas que se encontram na água.
Os nutrientes que entram com a água são filtrados pelos colarinhos dos coanócitos e posteriormente digeridos nos vacúolos. Destas células, passam para os amebócitos, tendo sofrido ou não digestão, os quais os distribuirão para as outras células do animal. A inexistência de um sistema respiratório faz com que o oxigênio dissolvido na água seja aproveitado pelas células por um sistema de difusão através das membranas celulares. Os resíduos metabólicos são eliminados das células, assim como o gás carbônico, na cavidade ( espongioncelo ) , chegando ao exterior pelo ósculo.

Reprodução assexuada:
- regeneração: as esponjas são capazes de sofrer regeneração, a partir de fragmentos que se desprendem de seus corpos. Quando uma esponja se desintegra, por ação mecânica ou casual, "brotos", ou massas de amebócitos são capazes de originar uma nova esponja.
- gemulação: nas esponjas de água doce, aparecem grupos de células no mesênquima, que funcionam como gemulas de reprodução. Cada gêmula é aglomerado de amebócitos envolvidos por uma dupla membrana e espículas, permanecendo assim em estado latente. Nas condições propícias, os amebócitos eclodem por uma abertura existente na dupla membrana da gêmula, reorganizando uma nova esponja.

Reprodução sexuada: na reprodução sexuada, os gametas são originados a partir de amebócitos modificados. Em sua maioria, as esponjas são hemafroditas. O óvulo , que é sempre retido dentro do genitor, quando fecundado no mesênquima, dá origem a uma blástula móvel ( flagelada ), que se dirige para o exterior, fixando-se ao substrato e originando uma nova esponja.
Cabe lembrar que a fecundação é do tipo indireta, uma vez que o espermatozóide não toca diretamente o óvulo. Nas esponjas calcáreas, o coanócito capta o espermatozóide, em torno do qual se forma um vacúolo denominado espermacisto. O coanócitoperde seu flagelo, e o colarinho, desprende-se, e por meio de movimentos amebóides, aproxima-se do óvulo, inoculando o espermatocisto.



FONTE: 
EDMS – Trabalhos Escolares, Educação & Diversão (ANO 2000 - 2003)

Proteínas



Proteínas (do grego "protos" = primeiro) são macromoléculas resultantes da condensação de moléculas de aminoácido, através da ligação peptídica.
 Juntamente com os glicídios e lipídios, as proteínas constituem a alimentação  básica dos animais.
            No entanto, podemos dizer que as proteínas são ainda mais importantes, pois elas são fundamentais na estrutura, funcionamento e reprodução de todas as células vivas.
            As proteínas são essenciais ao organismo. Elas desempenham funções de extrema importância para o corpo, como:
            Componente estrutural dos tecidos corporais (especialmente músculos, cartilagem e ossos), enzimas, hormônios, componentes do sistema imune entre outras. Proteínas são uma fonte de aminoácidos e nitrogênio, necessários para a síntese de proteínas corporais.
            O papel primário da proteína é suprir aminoácidos para a biossíntese, mas ela pode ser usada também como fonte de energia.
            As melhores fontes de proteínas são encontradas em alimentos de origem animal, como: carnes, leite e seus derivados, ovo (principalmente a clara).
            A quantidade diária de proteína a ser ingerida por pessoas sedentárias é em torno de 0,8 g prot./kg/dia.
            Porém é largamente reconhecido que durante períodos de treinamento intenso atletas podem precisar de mais proteína. Para pessoas bastante ativas na faixa dos 18 aos 34 anos é recomendado 1,2 g/kg de peso corporal por dia para homens e 1,0 g/kg para mulheres. Pesquisas sugerem que em atletas que estão treinando intensivamente, a ingestão de proteínas deve ser em torno de 1,5 a 1,8 g/kg de peso por dia. Outros estudos concluíram que o alto consumo protéico (2g/kg/dia) ajudou no acréscimo de força e massa muscular, induzidos por um treinamento pesado. Juntos esses estudos sugerem que o alto consumo protéico (em torno de 2,4 g/kg/dia) pode facilitar uma hipertrofia muscular durante exercícios de força.


FONTE: 
EDMS – Trabalhos Escolares, Educação & Diversão (ANO 2000 - 2003)

Protocolo de Kioto


            Quando adotaram a Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, em 1992, os governos reconheceram que ela poderia ser a propulsora de ações mais enérgicas no futuro. Ao estabelecer um processo permanente de revisão, discussão e troca de informações, a Convenção possibilita a adoção de compromissos adicionais em resposta a mudanças no conhecimento científico e nas disposições políticas.
            A primeira revisão da adequação dos compromissos dos países desenvolvidos foi conduzida, como previsto, na primeira sessão da Conferência das Partes (COP-1), que ocorreu em Berlim, em 1995. As Partes decidiram que o compromisso dos países desenvolvidos de voltar suas emissões para os níveis de 1990, até o ano 2000, era inadequado para se atingir o objetivo de longo prazo da Convenção, que consiste em impedir "uma interferência antrópica (produzida pelo homem) perigosa no sistema climático".
            Ministros e outras autoridades responderam com a adoção do "Mandato de Berlim" e com o início de um nova fase de discussões sobre o fortalecimento dos compromissos dos países desenvolvidos. O grupo Ad Hoc sobre o Mandato de Berlim (AGBM) foi então formado para elaborar o esboço de um acordo que, após oito sessões, foi encaminhado à COP-3 para negociação final.
            Cerca de 10.000 delegados, observadores e jornalistas participaram desse evento de alto nível realizado em Quioto, Japão, em dezembro de 1997. A conferência culminou na decisão por consenso (1/CP.3) de adotar-se um Protocolo segundo o qual os países industrializados reduziriam suas emissões combinadas de gases de efeito estufa em pelo menos 5% em relação aos níveis de 1990 até o período entre 2008 e 2012. Esse compromisso, com vinculação legal, promete produzir uma reversão da tendência histórica de crescimento das emissões iniciadas nesses países há cerca de 150 anos.
            O Protocolo de Quioto foi aberto para assinatura em 16 de março de 1998. Entrará em vigor 90 dias após a sua ratificação por pelo menos 55 Partes da Convenção, incluindo os países desenvolvidos que contabilizaram pelo menos 55% das emissões totais de dióxido de carbono em 1990 desse grupo de países industrializados. Enquanto isso, as Partes da Convenção sobre Mudança do Clima continuarão a observar os compromissos assumidos sob a Convenção e a preparar-se para a futura implementação do Protocolo.



FONTE: 
EDMS – Trabalhos Escolares, Educação & Diversão (ANO 2000 - 2003)

Relações entre irracionais


Relações intra específicas

a) Colônias - são associações harmônicas entre indivíduos da mesma espécie que necessitam anatomicamente desta relação, com o prejuízo de morte sobre a separação da colônia. Em uma colônia nem sempre existe a divisão específica de trabalho, todos desempenhando apenas funções vitais para o grupo. Neste caso as colônias são chamadas de isomorfas. No caso das colônias que possuem indivíduos com funções específicas e mesmo formas distintas, estas são chamadas de heteromorfas.
Isto é o que acontece com as colônias de celenterados nas quais existe uma parte da colônia que é responsável apenas pela alimentação: os gastrozóides e aqueles que são responsáveis apenas pela reprodução os Gonozóides.
Exemplo: colônias de esponjas, colônias de celenterados. 

b) Sociedade - as sociedades são associações entre indivíduos de mesma espécie onde existem funções cooperativas muito bem definidas e o grupo com seus componentes pode se separar a qualquer momento e compor um novo grupo diferente do qual o originou.
As sociedades também podem ser isomorfas ou heteromorfas. Quando isomorfas, todos os indivíduos podem desempenhar qualquer papel, não havendo uma distribuição de trabalho muito bem definida.  São também chamadas sociedades irregulares.A sociedade isomorfa desaparece se qualquer um dos fatores que geraram a aproximação dos indivíduos do grupo desaparecer. Exemplos desse tipo de sociedade são: a espécie humana, os cardumes de peixes, alcatéias de lobos, as manadas de herbívoros. As sociedades heteromorfas ou regulares são compostas por indivíduos com diferenças morfológicas e divisão de trabalho bem específica. Não é difícil perceber em sociedades assim a divisão em castas como é o caso das abelhas formigas.

c) canibalismo - é uma interação desarmônica entre indivíduos de mesma espécie na qual um dos indivíduos mata e devora outro de sua espécie. É manifestação comum entre alguns tipos de aranhas e escorpiões que após o ato sexual matam o macho. Fêmeas de louva-a-deus também devoram seus machos. Nos animais superiores esse tipo de comportamento é raro sendo que na espécie humana apenas em casos de extrema fome ou ritual pode haver esse tipo de comportamento. Em alguns casos, o canibalismo por ser um fator de controle populacional mantendo o tamanho definido de uma população dentro do ecossistema, sendo encarado como um tipo de competição.

d) competição intra-específica -  a competição entre específica como o nome já diz ocorre entre seres de mesma espécie e pode delinear uma população,  principalmente em seu tamanho. Quando um ambiente não permite a migração de indivíduos e o alimento começa a diminuir, naturalmente os mais velhos e os menos aptos serão prejudicados e vão acabar morrendo por falta de alimento.


Relações inter específicas

a) mutualismo obrigatório - neste caso há uma associação entre indivíduos de espécies diferentes que é obrigatória para que a vida. No exemplo clássico dos líquens temos os fungos fazendo o papel de absorção e das algas fazendo o papel de fotossíntese, sendo que se houver separação dos dois indivíduos nenhum dos dois pode sobreviver. Outros exemplos de mutualismo são o boi e as bactérias  na pança, o cupim e a triconinfa.

b) protocooperação - também é uma associação entre indivíduos de espécies diferentes onde há benefício para ambas as partes. É muito semelhante ao mutualismo só que nesse caso não existe um comprometimento anatômico entre os indivíduos podendo se a qualquer momento separá-los e garantir-se à sobrevivência de ambos. Sua coexistência não é obrigatória.
Exemplo: o paguro-eremita e as anêmonas do mar, O pássaro anu e o boi, o pássaro palito e os crocodilos.

c) inquilinismo - neste tipo de relação inter específica, um dos indivíduos utiliza o outro como hospedeiro temporário, porém não há qualquer tipo de prejuízo para a parte que o hospeda. É que essa é um tipo de associação muito parecido com comensalismo, diferindo deste apenas por não haver cessão de alimentos para o inquilino. São exemplos de inquilinismo o peixe agulha e a holotura, as orquídeas e bromélias com troncos de árvores.

 d) comensalismo - e a associação entre indivíduos de espécies diferentes na qual um deles aproveita os restos alimentares ou metabólicos do outro sem causar a este qualquer tipo de prejuízo. Modernamente acredita-se que espécies que são parasitas ou que foram parasitas no passado, tendem a se tornar comensais. . Esta mudança seria um modo  evolutivo de se conseguir uma relação duradoura.
Exemplo: a rêmora e o tubarão, Entamoeba coli e o homem.

e) competição inter específica  - é uma interação desarmônica entre seres de espécies diferentes que habitam um mesmo local geográfico e disputam o mesmo nicho ecológico. A competição difere do predatismo pois neste caso, podem estar competindo duas espécies de herbívoros ou duas espécies de carnívoros sem que  necessariamente uma devore a outra.

 f) predatismo - é uma interação desarmônica na qual um indivíduo geralmente maior persegue mata um ou mais indivíduos de outra espécie para se alimentar. a presa pode morrer durante a sua ingestão ou antes. O predador é sempre um consumidor.

g) parasitismo – no parasitismo há a espoliação de um indivíduo chamado de hospedeiro. Nestes casos o parasito é geralmente menor que seu hospedeiro e quando ataca o hospedeiro habitando o lado externo é chamado de ectoparasito (carrapatos) e quando se fixa ao hospedeiro internamente é chamado de endo parasita (E. histolytica). Sua definição é muito semelhante  a do predatismo porém neste caso é geralmente necessário um grande número de parasitos para matar um hospedeiro.

h) amensalismo- Neste tipo de interação um dos indivíduo é capaz de produzir substâncias que podem inibir o desenvolvimento do outro ou mesmo causar sua morte.  A substância produzida pela espécie inibidora pode não ter efeito letal sobre a espécie amensal, ou seja, a espécie cujo desenvolvimento é inibido.
Este é o caso bem conhecido dos antibióticos que em sua maioria têm efeito bacteriostático, isto é, impedem a multiplicação das bactérias. Esses antibióticos são largamente utilizados em medicina, no combate às infecções bacterianas. Inibindo a multiplicação das bactérias patogênicas, os antibióticos dão oportunidade para que o organismo as destrua por intermédio da ação fagocitária dos leucócitos. O Penicilium notatum é o responsável pela produção do mais antigo antibiótico: a penicilina.
Sob determinadas condições ambientais, certas algas protistas (pirrófitas)de cor avermelhada e produtoras de substâncias altamente tóxicas apresentam intensa proliferação, formando enormes manchas vermelhas no oceano. Com isso, a concentração dessas substâncias tóxicas aumenta, provocando grande mortalidade de animais marinhos. Nestes casos de ação antibiótica mais enérgica, causa a morte de espécies amensais. É o que ocorre neste fenômeno conhecido por “maré vermelha”. 


FONTE: 
EDMS – Trabalhos Escolares, Educação & Diversão (ANO 2000 - 2003)

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

MEMES, COLA, COLANDO NA ESCOLA!






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