segunda-feira, 28 de maio de 2012

Dengue - Aspectos Gerais - Aspectos Clínicos - Tratamento


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Dengue

Aspectos Gerais


Agente Etiológico

O vírus da dengue é um arbovírus do gênero Flavivírus, pertencente à família Flaviviridae. São conhecidos quatro sorotipos: Den - 1, Den - 2, Den - 3 e Den - 4.. 



Vetores Hospedeiros
Os vetores são mosquitos do gênero Aedes, popularmente conhecido como pernilongo da dengue. Nas Américas (Norte, Central e do Sul), o vírus da dengue persiste na natureza mediante o ciclo de transmissão homem - Aedes aegypti - homem. 



O Aedes albopictus é o vetor de manutenção da dengue na Ásia, mas, até o momento, não foi associado à transmissão da
doença nas Américas.



Modo de Transmissão
A transmissão se faz pela picada da fêmea do mosquito. De 8 a 12 dias após ter sugado, o mosquito está apto a transmitir a doença. Não há transmissão por contato direto de um doente ou de suas secreções para uma pessoa sadia, nem através da água ou alimento. 



Período de Incubação
O período de incubação da doença varia de 3 a 15 dias sendo, em média, de 5 a 6.



Período de Transmissibilidade
A transmissão ocorre enquanto houver presença de vírus no sangue do homem (período de viremia). Esse período começa um dia antes do aparecimento da febre e vai até o 6º dia da doença.



Suscetibilidade e Imunidade
A suscetibilidade ao vírus da dengue é universal. A imunidade é permanente para um mesmo sorotipo (homóloga). Entretanto, a imunidade por outro sorotipo (cruzada ou heteróloga) existe de 3 a 6 meses. A suscetibilidade em relação à Febre Hemorrágica da Dengue (FHD) não está totalmente esclarecida. Três teorias mais conhecidas tentam explicar sua ocorrência:

  1. relaciona o aparecimento de FHD à virulência da cepa infectante, de modo que as formas mais graves sejam resultantes de cepas extremamente virulentas;
  2. na teoria de Halstead, a FHD se relaciona com infecções seqüenciais por diferentes sorotipos do vírus da dengue, num período de 3 meses a 5 anos. Nesta teoria, a resposta imunológica na segunda infecção é exacerbada, o que resulta numa forma mais grave da doença;
  3. uma hipótese integral de multicausalidade tem sido proposta por autores cubanos, segundo a qual se aliam fatores de risco às teorias de Halstead e da virulência da cepa. A interação desses fatores de risco promoveria condições para a ocorrência da FHD:
    1. Fatores individuais: menores de 15 anos e lactentes, adultos do sexo feminino, raça branca, bom estado nutricional, presença de doenças crônicas (diabetes, asma brônquica, anemia falciforme), preexistência de anticorpos e intensidade da resposta imune anterior.
    2. Fatores virais: virulência da cepa circulante e sorotipo viral que esteja circulando no momento.
    3. Fatores epidemiológicos: existência de população suscetível, presença de vetor eficiente, alta densidade vetorial, intervalo de tempo calculado entre 3 meses e 5 anos entre duas infecções por sorotipos diferentes, seqüência das infecções (Den-2 secundário aos outros sorotipos) e ampla circulação de vírus.
Embora não se saiba qual o sorotipo mais patogênico, tem-se observado que as manifestações hemorrágicas mais graves estão associados ao sorotipo Den-2. A suscetibilidade individual parece influenciar a ocorrência de FHD. Além disso, a intensidade da transmissão do vírus da dengue e a circulação simultânea de vários sorotipos também têm sido considerados fatores de risco. 



Aspectos Clínicos


A infecção pelo vírus da dengue causa uma doença cujo espectro inclui desde infecções inaparentes até quadros de hemorragia e choque, podendo evoluir para a morte. 


Dengue Clássica



O quadro clínico é muito variável. A primeira manifestação é a febre alta (39º a 40º), de início abrupto, seguida de cefaléia, mialgia, prostração, artralgia, anorexia, astenia, dor retroorbital, náuseas, vômitos, exantema, prurido cutâneo. Hepatomegalia dolorosa pode ocorrer, ocasionalmente, desde o aparecimento da febre. Alguns aspectos clínicos dependem, com freqüência, da idade do paciente. A dor abdominal generalizada pode ocorrer, principalmente, nas crianças, que, caracteristicamente, apresentam um quadro de manifestações inespecíficas com destaque para a dor de garganta, diarréia e rubor facial. Os adultos podem apresentar pequenas manifestações hemorrágicas, como petéquias, epistaxe, gengivorragia, sangramento gastrointestinal, hematúria e metrorragia. A presença de manifestações hemorrágicas não é exclusiva da FHD. É importante diferenciar os casos de dengue clássico com manifestações hemorrágicas dos casos de FHD. A doença tem uma duração de cinco a sete dias. Com o desaparecimento da febre, há regressão dos sinais e sintomas, podendo ainda persistir a fadiga. 



Febre Hemorrágica da Dengue (FHD)



Os sintomas são semelhantes aos da dengue clássica, porém, evoluem rapidamente para manifestações hemorrágicas. Os casos típicos de FHD são caracterizados por febre alta, fenômenos hemorrágicos, hepatomegalia e insuficiência circulatória. Um achado laboratorial importante é a trombocitopenia com hemoconcentração concomitante. A principal característica fisiopatológica associada ao grau de severidade da FHD é a efusão do plasma, que se manifesta através de valores crescentes do hematócrito e da hemoconcentração. 



Entre as manifestações hemorrágicas, a mais comumente encontrada é a Prova do Laço Positiva



Nos casos graves de FHD, o choque geralmente ocorre entre o 3º e 7º dia da doença, na maioria vezes, precedido por dores abdominais. O choque é decorrente do aumento da permeabilidade vascular, seguida de hemoconcentração e falência circulatória. É de curta duração e pode levar ao óbito em 12 a 24 horas ou à recuperação rápida após terapia anti-choque apropriada. 



Classificação da FHD definido pela OMS, quanto ao grau de gravidade:

  • Grau I - Febre + Prova do laço positiva
  • Grau II - grau I + pequenas hemorragias espontâneas
  • Grau III - Presença de Choque, pulso rápido e fraco, PA baixa
  • Grau IV - Choque profundo, ausência de PA e pulso imperceptível

 

Tratamento

Dengue Clássica

Não há tratamento específico. A medicação é apenas sintomática, com analgésicos e antitérmicos (paracetamol e dipirona). Devem ser evitados os salicilatos, já que seu uso pode favorecer o aparecimento de manifestações hemorrágicas e acidose. 


Febre Hemorrágica da Dengue

Os pacientes devem ser observados cuidadosamente para identificação dos primeiros sinais de choque. O período crítico será durante a transição da fase febril para a afebril, que geralmente ocorre após o terceiro dia da doença. Em casos menos graves, quando os vômitos ameaçarem causar desidratação ou acidose, ou não houver sinais de hemoconcentração, a reidratação pode ser feita em nível ambulatorial. 


FONTE: EDMS – Trabalhos Escolares, Educação & Diversão



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Dengue

Aspectos Gerais


Agente Etiológico

O vírus da dengue é um arbovírus do gênero Flavivírus, pertencente à família Flaviviridae. São conhecidos quatro sorotipos: Den - 1, Den - 2, Den - 3 e Den - 4.. 



Vetores Hospedeiros
Os vetores são mosquitos do gênero Aedes, popularmente conhecido como pernilongo da dengue. Nas Américas (Norte, Central e do Sul), o vírus da dengue persiste na natureza mediante o ciclo de transmissão homem - Aedes aegypti - homem. 



O Aedes albopictus é o vetor de manutenção da dengue na Ásia, mas, até o momento, não foi associado à transmissão da
doença nas Américas.



Modo de Transmissão
A transmissão se faz pela picada da fêmea do mosquito. De 8 a 12 dias após ter sugado, o mosquito está apto a transmitir a doença. Não há transmissão por contato direto de um doente ou de suas secreções para uma pessoa sadia, nem através da água ou alimento. 



Período de Incubação
O período de incubação da doença varia de 3 a 15 dias sendo, em média, de 5 a 6.



Período de Transmissibilidade
A transmissão ocorre enquanto houver presença de vírus no sangue do homem (período de viremia). Esse período começa um dia antes do aparecimento da febre e vai até o 6º dia da doença.



Suscetibilidade e Imunidade
A suscetibilidade ao vírus da dengue é universal. A imunidade é permanente para um mesmo sorotipo (homóloga). Entretanto, a imunidade por outro sorotipo (cruzada ou heteróloga) existe de 3 a 6 meses. A suscetibilidade em relação à Febre Hemorrágica da Dengue (FHD) não está totalmente esclarecida. Três teorias mais conhecidas tentam explicar sua ocorrência:

  1. relaciona o aparecimento de FHD à virulência da cepa infectante, de modo que as formas mais graves sejam resultantes de cepas extremamente virulentas;
  2. na teoria de Halstead, a FHD se relaciona com infecções seqüenciais por diferentes sorotipos do vírus da dengue, num período de 3 meses a 5 anos. Nesta teoria, a resposta imunológica na segunda infecção é exacerbada, o que resulta numa forma mais grave da doença;
  3. uma hipótese integral de multicausalidade tem sido proposta por autores cubanos, segundo a qual se aliam fatores de risco às teorias de Halstead e da virulência da cepa. A interação desses fatores de risco promoveria condições para a ocorrência da FHD:
    1. Fatores individuais: menores de 15 anos e lactentes, adultos do sexo feminino, raça branca, bom estado nutricional, presença de doenças crônicas (diabetes, asma brônquica, anemia falciforme), preexistência de anticorpos e intensidade da resposta imune anterior.
    2. Fatores virais: virulência da cepa circulante e sorotipo viral que esteja circulando no momento.
    3. Fatores epidemiológicos: existência de população suscetível, presença de vetor eficiente, alta densidade vetorial, intervalo de tempo calculado entre 3 meses e 5 anos entre duas infecções por sorotipos diferentes, seqüência das infecções (Den-2 secundário aos outros sorotipos) e ampla circulação de vírus.
Embora não se saiba qual o sorotipo mais patogênico, tem-se observado que as manifestações hemorrágicas mais graves estão associados ao sorotipo Den-2. A suscetibilidade individual parece influenciar a ocorrência de FHD. Além disso, a intensidade da transmissão do vírus da dengue e a circulação simultânea de vários sorotipos também têm sido considerados fatores de risco. 



Aspectos Clínicos


A infecção pelo vírus da dengue causa uma doença cujo espectro inclui desde infecções inaparentes até quadros de hemorragia e choque, podendo evoluir para a morte. 


Dengue Clássica



O quadro clínico é muito variável. A primeira manifestação é a febre alta (39º a 40º), de início abrupto, seguida de cefaléia, mialgia, prostração, artralgia, anorexia, astenia, dor retroorbital, náuseas, vômitos, exantema, prurido cutâneo. Hepatomegalia dolorosa pode ocorrer, ocasionalmente, desde o aparecimento da febre. Alguns aspectos clínicos dependem, com freqüência, da idade do paciente. A dor abdominal generalizada pode ocorrer, principalmente, nas crianças, que, caracteristicamente, apresentam um quadro de manifestações inespecíficas com destaque para a dor de garganta, diarréia e rubor facial. Os adultos podem apresentar pequenas manifestações hemorrágicas, como petéquias, epistaxe, gengivorragia, sangramento gastrointestinal, hematúria e metrorragia. A presença de manifestações hemorrágicas não é exclusiva da FHD. É importante diferenciar os casos de dengue clássico com manifestações hemorrágicas dos casos de FHD. A doença tem uma duração de cinco a sete dias. Com o desaparecimento da febre, há regressão dos sinais e sintomas, podendo ainda persistir a fadiga. 



Febre Hemorrágica da Dengue (FHD)



Os sintomas são semelhantes aos da dengue clássica, porém, evoluem rapidamente para manifestações hemorrágicas. Os casos típicos de FHD são caracterizados por febre alta, fenômenos hemorrágicos, hepatomegalia e insuficiência circulatória. Um achado laboratorial importante é a trombocitopenia com hemoconcentração concomitante. A principal característica fisiopatológica associada ao grau de severidade da FHD é a efusão do plasma, que se manifesta através de valores crescentes do hematócrito e da hemoconcentração. 



Entre as manifestações hemorrágicas, a mais comumente encontrada é a Prova do Laço Positiva



Nos casos graves de FHD, o choque geralmente ocorre entre o 3º e 7º dia da doença, na maioria vezes, precedido por dores abdominais. O choque é decorrente do aumento da permeabilidade vascular, seguida de hemoconcentração e falência circulatória. É de curta duração e pode levar ao óbito em 12 a 24 horas ou à recuperação rápida após terapia anti-choque apropriada. 



Classificação da FHD definido pela OMS, quanto ao grau de gravidade:
  • Grau I - Febre + Prova do laço positiva
  • Grau II - grau I + pequenas hemorragias espontâneas
  • Grau III - Presença de Choque, pulso rápido e fraco, PA baixa
  • Grau IV - Choque profundo, ausência de PA e pulso imperceptível

 

Tratamento

Dengue Clássica

Não há tratamento específico. A medicação é apenas sintomática, com analgésicos e antitérmicos (paracetamol e dipirona). Devem ser evitados os salicilatos, já que seu uso pode favorecer o aparecimento de manifestações hemorrágicas e acidose. 


Febre Hemorrágica da Dengue

Os pacientes devem ser observados cuidadosamente para identificação dos primeiros sinais de choque. O período crítico será durante a transição da fase febril para a afebril, que geralmente ocorre após o terceiro dia da doença. Em casos menos graves, quando os vômitos ameaçarem causar desidratação ou acidose, ou não houver sinais de hemoconcentração, a reidratação pode ser feita em nível ambulatorial. 

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Costumes Indígenas


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Costumes Indígenas


            As principais atividades indígenas são as que são usados recursos naturais. Nelas se destacam a caça, pesca, coleta, plantação, e produção de instrumentos para desenvolver essas atividades. O trabalho é dividido por idade e sexo: as mulheres cuidam da casa, as criança da roça e o homem é responsável pela defesa, caça e colheita de alimentos.
            A caça é muito bem estruturada. Eles estudam o hábito de cada animal para depois caçá-los. Já na pesca, são usados vegetais como o timbó (a planta timbó possui um veneno que atordoa o peixe) nas iscas facilitando na caça. Além da vara de pescar os indios ultilizam outros métodos como as armadilhas. Uma delas é o pari, uma cesta funda com uma abertura por onde o peixe passa atrás da isca mas
não consegue sair. A maioria dos índios utilizam a agricultura como um dos principais métodos de sobrevivência, o principal método usado pelos índios é o de abrir uma clareira na floresta, deixar os troncos caídos secarem no solo e depois colocar fogo. Após isso o terreno estava pronto.
            Uma característica interessante nos indígenas são os ritos, um método simbólico de representar ações ou épocas especiais. No Brasil muitas tribos praticam ritos de passagem, que marcam a passagem de um grupo ou indivíduo de uma situação para outra. Esses ritos se ligam à gestação e ao nascimento, à iniciação na vida adulta, ao casamento, à morte e a outras situações.
            As tribos indígenas também possuem seus mitos e heróis. Os mitos nada mais são que as idéias e modos de ver as coisas passadas de geração em geração. Ao contrário dos católicos, a maioria das tribos pouco acreditam num Deus supremo, criador de todas as coisas. Os índios também creêm em heróis místicos, responsáveis pela criação de rituais, arte e costumes.
            Uma curiosidade, e muito questionada até hoje pelos brancos, é o infantinicídio de gêmeos por parte das tribos. Isso se dá, pois eles acreditam que, ao nascer gêmeos, uma das crianças encarna o bem e a outra o mal. Para acabar com isso, os índios tratam de acabar o mais rápido possível com ambas as crianças ou, em tempos recentes, com o que nascer por último.

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            As principais atividades indígenas são as que são usados recursos naturais. Nelas se destacam a caça, pesca, coleta, plantação, e produção de instrumentos para desenvolver essas atividades. O trabalho é dividido por idade e sexo: as mulheres cuidam da casa, as criança da roça e o homem é responsável pela defesa, caça e colheita de alimentos.



            A caça é muito bem estruturada. Eles estudam o hábito de cada animal para depois caçá-los. Já na pesca, são usados vegetais como o timbó (a planta timbó possui um veneno que atordoa o peixe) nas iscas facilitando na caça. Além da vara de pescar os indios ultilizam outros métodos como as armadilhas. Uma delas é o pari, uma cesta funda com uma abertura por onde o peixe passa atrás da isca mas
não consegue sair. A maioria dos índios utilizam a agricultura como um dos principais métodos de sobrevivência, o principal método usado pelos índios é o de abrir uma clareira na floresta, deixar os troncos caídos secarem no solo e depois colocar fogo. Após isso o terreno estava pronto.
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            Uma característica interessante nos indígenas são os ritos, um método simbólico de representar ações ou épocas especiais. No Brasil muitas tribos praticam ritos de passagem, que marcam a passagem de um grupo ou indivíduo de uma situação para outra. Esses ritos se ligam à gestação e ao nascimento, à iniciação na vida adulta, ao casamento, à morte e a outras situações.

            As tribos indígenas também possuem seus mitos e heróis. Os mitos nada mais são que as idéias e modos de ver as coisas passadas de geração em geração. Ao contrário dos católicos, a maioria das tribos pouco acreditam num Deus supremo, criador de todas as coisas. Os índios também creêm em heróis místicos, responsáveis pela criação de rituais, arte e costumes.



            Uma curiosidade, e muito questionada até hoje pelos brancos, é o infantinicídio de gêmeos por parte das tribos. Isso se dá, pois eles acreditam que, ao nascer gêmeos, uma das crianças encarna o bem e a outra o mal. Para acabar com isso, os índios tratam de acabar o mais rápido possível com ambas as crianças ou, em tempos recentes, com o que nascer por último.


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Cecília Meireles - Biografia


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Cecília Meireles

Biografia

            Cecília Meireles nasceu no Rio de Janeiro em 1901 e aí faleceu em 1964. Dedicou-se ao magistério primário e universitário, escreveu sobre literatura infantil, folclore, fez crítica literária e colaborou na imprensa. A sua obra ocupa um lugar à parte em nossa literatura, pois, diferentemente das intenções nacionalistas e das inovações da linguagem, a sua poesia manteve-se presa ao lirismo de tradição portuguesa, mas com uma expressão bem pessoal. Herdando e ao mesmo tempo depurando a linguagem musical e cadenciada do Simbolismo, sua habilidade poética e seu lirismo
transformaram em belos poemas. Manifestando uma resignação madura perante as angústias da vida, sua poesia, marcada por uma nota de tristeza e desencanto revela-se como uma das mais significativas expressões do lirismo moderno.


            A escritora inicia-se na literatura participando da chamada "corrente espiritualista", sob a influência dos poetas que formariam o grupo da revista Festa, de inspiração neo-simbolica. Posteriormente afasta-se desses artistas, sem, contudo, perder as características intimistas, introspectivas, numa permanente viagem interior. Em vista desses fatores, sua obra reflete uma atmosfera de sonho, de fantasia e, ao mesmo tempo, de solidão e padecimento, como afirma a escritora:
"Mas creio que todos padecem, se são poetas. Porque, afinal, se sente que o grito é o grito; e a poesia já é o grito (com toda a sua força) mas transfigurado."

A obra Vaga Música marca definitivamente o clímax de sua carreira como escritora.

De suas obras poéticas, destacam-se:
·        Viagem (1929);
·        Vaga música (1942);
·        Mar absoluto (1945);
·        Retrato natural (1949);
·        Doze noturnos da Holanda (1952);
·        O aeronauta (1952);
·        Romanceiro da Inconfidência (1953);
·        Canções (1956);
·        Metal rosicler (1960);
·        Poemas escritos na Índia (1962);
·        Solombra (1963).


Despedida

Cecília Meireles
Por mim, e por vós, e por mais aquilo
que está onde as outras coisas nunca estão,
deixo o mar bravo e o céu tranqüilo:
quero solidão.

Meu caminho é sem marcos nem paisagens.
E como o conheces? - me perguntarão.
- Por não ter palavras, por não ter imagens,
Nenhum inimigo e nenhum irmão.

Que procuras? Tudo. Que desejas? - Nada.
Viajo sozinha com meu coração.
Não ando perdida, mas desencontrada.
Levo o meu rumo na minha mão.

A memória voou da minha fronte.
Voou meu amor, minha imaginação...
Talvez eu morra antes do horizonte.
Memória, amor e o resto onde estarão?

Deixo aqui meu corpo, entre o sol e a terra.
(Beijo-te, corpo meu, todo desilusão!
Estandarte triste de uma estranha guerra...)
Quero solidão.


FONTE: EDMS – Trabalhos Escolares, Educação & Diversão



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Artesanato


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Artesanato

            A arte não é uma atividade separada, individualizada. Normalmente, ela se mostra totalmente ligada à vida cotidiana e a elementos rituais, como nas pinturas corporais. Estas fazem com que cada grupo ou tribo indígena se torne diferente de outra. Mesmo assim, muitas tribos, como os karajás, usam a pintura corporal como enfeite. A tinta usada pelas tribos em geral é totalmente natural, provinda de árvores ou mesmo de frutos. Em cada grupo também se pode destacar o uso de adornos. Os adornos são usados, normalmente, em ritos especiais de cada tribo. Outro importante trabalho indígena é a arte plumária. Nela se constitui trabalhos com plumas e penas de pássaros. Ao contrário do que muitos pensam, os índios abatem as aves, mas não as comem, e sim usam suas belas penas coloridas.
            A grande maioria de tribos indígenas desenvolvem também a cerâmica e a cestaria. Os cestos são, em sua grande maioria, produzidos a partir de folhas de palmeiras e usados para guardar alimentos. Já na cerâmica, são produzidos vasos (às vezes zoomóficos) e panelas através do barro modelado. Tanto na cerâmica como na cestaria, são usados também a pintura (a mesma de seu corpo) e desenho abstrados para colorir seus trabalhos.
            Os índios também valorizam muito a música. Muitos instrumentos musicais foram criados pelos indígenas, como flautas e chocalhos. A música era usada por todas as tribos como passatempo ou em rituais sagrados.



FONTE: 
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ANALFABETISMO - Analfabetismo Funcional


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analfabetismo

            O conceito adotado mundialmente para definir analfabetismo foi proposto pela UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) em 1958. O termo define uma pessoa que não tem condições suficientes para ler ou escrever um enunciado simples.
            Vinte anos depois, a UNESCO reviu sua proposta inicial e propôs um novo conceito, adequado às mudanças sociais ocorridas no mundo. Assim, em 1978, surgiu o conceito de analfabetismo funcional, que refere-se a uma pessoa que, mesmo sabendo ler e escrever algo simples, não tem as habilidades necessárias para viabilizar o seu desenvolvimento pessoal e profissional.


Qual a diferença entre analfabetismo e analfabetismo funcional?
O analfabetismo é um conceito que foi criado em 1958 pela UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura). O termo refere-se às pessoas que não têm condições suficientes para ler ou escrever um enunciado simples. Já o analfabetismo funcional refere-se a uma pessoa que, mesmo sabendo ler e escrever algo simples, não tem as habilidades necessárias para viabilizar o seu desenvolvimento pessoal e profissional. O conceito também foi criado pela UNESCO, que, em 1978, reviu o conceito de analfabetismo.



O analfabetismo já não é medido no Brasil?
Sim, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), historicamente, mede o analfabetismo no Brasil. Mais recentemente, passou também a medir o analfabetismo funcional, baseado nos anos de escolaridade completados pelos declarantes. Por este critério, é considerada analfabeta funcional a pessoa que não completou pelo menos quatro anos de escolaridade. No entanto, o número de anos de estudo considerados como mínimo para se atingir um nível de alfabetização suficiente é relativo. Por isso, ainda existe necessidade de aperfeiçoar um índice para medir o analfabetismo funcional.



Analfabetismo: uma questão de tempo

            O Brasil está avançando na luta para acabar com o analfabetismo. Nesses sete anos de governo, abrimos várias frentes para combater o problema. O primeiro passo foi fechar a "fábrica". Hoje praticamente não "produzimos" mais analfabetos. E 97% de nossas crianças de 7 a 14 anos estão na escola.
            O mal foi cortado pela raiz com a universalização do ensino fundamental.
O Censo Escolar 2001, por exemplo, mostra que o crescimento da matrícula na Educação de Jovens e Adultos foi de 12%, com o retorno de cerca de 400 mil pessoas às salas de aula. Isso quer dizer que a parcela da população com mais de 15 anos, que abandonou ou não teve a oportunidade de freqüentar a escola, está cada vez mais presente no sistema de ensino.
Mas o impacto sobre a taxa de analfabetismo demora a ser sentido. Segundo os últimos dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), existem no País cerca de 15 milhões de brasileiros que não sabem ler nem escrever. O maior foco está entre as pessoas com mais de 30 anos, sobretudo na faixa acima dos 50, onde a proporção chega a 31,5%.
Quem conhece a realidade brasileira sabe muito bem. Somos um País marcado por desigualdades históricas. Apesar de todos os nossos esforços, a fome e a pobreza continuam vivas, no campo e na cidade. Não é possível mudar uma situação social, que se arrasta há séculos, num passe de mágica, principalmente quando o assunto é educação. Um dos maiores desafios do Brasil hoje é resgatar suas gerações perdidas.
É o que o Ministério da Educação e o Programa Alfabetização Solidária estão fazendo. Nos últimos anos, mais de 3 milhões de jovens e adultos foram alfabetizados por intermédio do projeto Adote um Aluno. Empresas e pessoas físicas dividem os custos com o MEC. Pela primeira vez no País, o combate ao analfabetismo não se dá de forma isolada e sim como parte de uma política integrada, de médio e longo prazos.
Até o fim da década, a expectativa é de que o analfabetismo entre os jovens esteja superado, em conseqüência das políticas públicas que estamos implementando hoje. Avançamos muito a partir da criação do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (Fundef), responsável pela distribuição mais justa dos recursos destinados ao ensino fundamental.
Na mesma linha, criamos também o Programa Bolsa-Escola. Já entregamos três milhões de cartões a famílias com renda per capita de até R$ 90,00. O auxílio é de R$ 15,00 por criança, até no máximo de R$ 45,00. Vamos repassar diretamente às mães um total de R$ 1,7 bilhão em recursos do Fundo Nacional de Combate a Pobreza. A meta é, até o fim do ano, chegarmos finalmente a 100% das crianças brasileiras na escola. Falta pouco, muito pouco.
Todas essas ações fazem parte de uma política integrada de combate ao analfabetismo. Estamos ampliando o acesso da população menos favorecida à Educação, que deixa de ser privilégio das elites. Segundo o IBGE, há seis anos, no meio urbano, tínhamos 25% das crianças de famílias pobres fora da escola. Hoje esse número caiu para 7%. A mesma tendência pode ser observada na área rural, com ênfase para as regiões Norte, Nordeste e Centro Oeste.
É pela Secretaria de Educação Fundamental que passa toda a política de alfabetização do Ministério, via Departamento de Políticas Educacionais, responsável pela mudança na metodologia de ensino. A SEF é responsável pelo Programa de Formação de Professores Alfabetizadores, que está mudando a didática do processo de alfabetização.
Trata-se de um curso anual de formação, destinado especialmente a professores que ensinam a ler e escrever na Educação Infantil e nas séries iniciais do ensino fundamental e na Educação de Jovens e Adultos.  Hoje o aluno não aprende mais simplesmente a juntar sílabas e formar palavras, num processo mecânico. O importante é a contextualização do aprendizado, a formação de frases e, acima de tudo, o entendimento.
Foi-se o tempo em que alfabetizar era apenas ensinar as pessoas a escrever o nome. O desafio hoje é resgatar o sentido libertário da Educação, que forma cidadãos livres e conscientes, como preconizava Paulo Freire.


ANALFABETISMO DIMINUI 7% NO BRASIL

O Censo do IBGE apurou que, no ano passado, 17,6 milhões de brasileiros – cerca de 12,8% da população com 10 anos ou mais – não se consideram capazes de ler ou escrever um bilhete. Essa é, ao mesmo tempo, uma boa e uma má notícia. É boa porque esse número resulta de uma redução significativa do número de analfabetos em relação ao início da década de 90: em 1991, 19,7% dos brasileiros estavam na mesma condição. Mas é ruim porque ainda há muito trabalho a se fazer a fim de que o Brasil consiga cumprir metas estabelecidas na própria Constituição e garanta aos seus cidadãos uma escolaridade mínima. O levantamento apurou que, em média, um chefe de família típico estudou 5,7 anos – ou seja, nem completou os oito anos de escolaridade obrigatórios.
            Maiores taxas – "Avançamos bastante, mas a Constituição de 1988 previa a erradicação do analfabetismo em dez anos. Ainda não conseguimos e ainda temos uma das maiores taxas de analfabetismo da América Latina", analisa a pesquisadora do IBGE Dolores Kappel. A dificuldade em erradicar o analfabetismo reside no perfil de quem não sabe ler e escrever neste País: é o jovem e o adulto com 15 anos ou mais e a prova está nos dados levantados no Censo 2000. Nessa faixa etária, a taxa sobe para 13,6. Maria Clara di Pierro, coordenadora de Projetos de Políticas Educacionais da organização não-governamental Ação Educativa, tem uma explicação de por que isso ocorre. "De fato, pela primeira vez na história temos a redução, em termos absolutos, do número de analfabetos no País, mas isso está ocorrendo porque grandes contingentes de crianças entre 7 e 14 anos estão indo para a escola", comenta. "A redução nas faixas etárias mais velhas é pequena", complementa.
            As estatísticas mais recentes do Ministério da Educação (MEC) revelam que estamos muito próximos de universalizar o atendimento na faixa dos 7 aos 14 anos: 97% das crianças dessa idade estão matriculadas em uma escola. A conseqüência disso foi apurada pelo IBGE, que constatou uma redução de dez pontos porcentuais na faixa etária de 10 a 14 anos ante sete pontos porcentuais entre os maiores de 15 anos. Na opinião de Maria Clara é preciso reforçar as políticas de combate ao analfabetismo principalmente entre os adultos. "A queda está muito lenta", avalia.
            Desigualdade – Outro dado importante é a desigualdade entre as regiões.              Aproximadamente 10 milhões de analfabetos vivem no Norte e no Nordeste, justamente as regiões mais pobres, apesar dos avanços significativos nessas regiões. O Nordeste, por exemplo, teve o maior aumento do País, 12,9 pontos porcentuais. Apesar disso ainda é a região com a maior taxa de analfabetismo do País. Dos dez municípios brasileiros com os maiores índices de analfabetismo, sete estão no Nordeste. O campeão, Itamarati, no Amazonas. Em contrapartida, os dez municípios com as melhores taxas do País ficam na Região Sul, onde as desigualdades sociais são menores, o que tem reflexo direto sobre o número de analfabetos. São João do Oeste, em Santa Catarina, é o exemplo nacional: praticamente 100% dos moradores sabem ler e escrever.
            As elevadas taxas de analfabetismo e a baixa escolaridade têm impacto direto sobre a qualidade de vida do brasileiro. "A educação é um fator importantíssimo de inclusão social", comenta a pesquisadora Dolores. "As exigências em relação à formação aumentaram muito na última década, o que gera a necessidade de investimentos urgentes na educação de jovens e adultos", complementa Maria Clara.

 FONTE: EDMS – Trabalhos Escolares, Educação & Diversão





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